As bodas de papel em Salzburg

Um ano se passou e muita coisa aconteceu. Um dia ainda escrevo um livro. E um dia isso ainda deixa de ser mera promessa.

Fato é que, diante de vitórias e experiências vividas em um ano que muita gente não vive em dez, fazia-se não apenas desejável, como também necessário que comemorássemos. A viagem para Salzburg em si já era uma comemoração.

Porém, no dia cinco, contagiei meu marido com minha paixão pela música clássica e por Mozart. Dia cinco foi dia de Mozart. Um pouco em caminho inverso, é verdade, já que visitamos primeiro a segunda casa em que ele viveu e, depois, a casa onde ele nasceu.

Ambos os museus são bem agradáveis. São pequenos, nada cansativos, e vale a pena pegar o audio-guide, pelas explicações e pelas músicas. Para mim, emoção foi ver o piano onde ele compôs a Sonata em Dó maior que eu, em algum lugar no passado, toquei no meu piano.

E passeamos pela cidade, e conversamos e namoramos.

À noite fomos a um jantar no St. Peter’s Keller, um restaurante com ares medievais ao pé da rocha que sustenta o Burg. O jantar – entrada, prato principal e sobremesa – era ao som de um concerto de, claro, músicas de Mozart. Entre um prato e outro, os músicos entravam. O repertório foram trechos as Óperas Don Giovanni, As Bodas de Fígaro e A Flauta Mágica. E porque essas óperas de Mozart são leves, românticas, e com algum toque de humor, aproveitamos cada momento.

Gostoso foi ainda sair de lá e passear pela cidade. Era tarde, tudo estava meio vazio. A fonte da praça da Catedral tem uma iluminação linda à noite, assim como o Burg. Tinha uma praça, um cantinho para chamar de nosso, e um monte de motivos para termos vontade de voltar lá outras vezes.

Por tudo isso, Salzburg virou para nós a extensão de Munique. Aquela cidade para onde vamos fugir quando quisermos mudar de ares de vez em quando. Por ser logo-ali, por ser pequena e tranquila, romântica e cheia de encantos.

Foto: arquivo pessoal (nosso autoensaio no Schloß Hellbrunn)

Salzburg I

Mal o Rafa chegou e, no dia seguinte, seguimos para Salzburg. O plano era descansar por quatro dias, namorar e comemorar nossas bodas de papel.

Eu já havia passado um dia lá com a minha amiga-irmã e feito um passeio, e já tinha me encantado com a cidade. Desta vez conseguimos ver algumas coisas com mais calma, entrar em museus e conhecer um pouco da gastronomia local. Salzburg é conhecida por ter a melhor gastronomia da Áustria, por ser a cidade de nascimento do Mozart, por ter sido cenário das peripécias da Família von Trapp (que existiu de verdade, e não só no filme Noviça Rebelde), pelo Rio Salzbach cortando aquele vale de tirar o fôlego ali no pé dos Alpes.

Logo ao chegar, deixamos as malas no hotel e fomos a pé até a “cidade antiga”. O caminho foi beirando o Rio Salzbach, que corta a cidade, em um passeio muito gostoso, passando ainda por dentro do jardim do Castelo Mirabel.

Fizemos um reconhecimento básico no centro histórico, identificamos locais com potencial para nossa alimentação, lojinhas, endereços de museus e cafés que uma conhecida havia recomendado. Passamos pela praça da Catedral, espiamos o interior dela da entrada mesmo. Não fui até lá dentro, acho que cansei um pouco de ver igrejas já faz tempo. Observamos a praça em frente, que tem uma fonte das mais bonitas que já vi.

Castelo Mirabel

Os passeios em geral não são baratos, mas recebemos uma dica imperdível do mocinho que nos recepcionou quando chegamos ao hotel: se chama Salzburg Card. Compramos um de 72 horas, mas há também os de 48 ou 24 horas. Com ele você anda de ônibus e faz praticamente todos os principais programas disponíveis na cidade, além de descontos e benefícios em outros tantos. Vale para museus, eventos, concertos, o zoológico e até alguns passeios ecológicos. Para se ter uma ideia, só de entradas nós economizamos cerca de 70% com esse cartão.

Dito isto, faço então um breve relato do que fizemos e de nossas impressões a respeito. E vale ressaltar que todos – eu disse todos – esses passeios foram feitos com o Salzburg Card.

Passeios

Subimos o Untersberg de bonde e fizemos caminhada por lá…

Untersberg

Na volta, visitamos o Hellbrunn, um castelo de um príncipe que gostava tanto, mas tanto de água, que inventou brinquedos, máquinas, surpresinhas de todo tipo movidos a energia hidráulica. A visita guiada é muito divertida, mas vá preparado: quem vai ao Castelo Hellbrunn é para se molhar. Literalmente.

O castelo tem ainda um parque lindo e agradável como geralmente são os parques de castelos, e um museu que não chegamos a visitar.

Hellbrunnschloß

Andamos de barco pelo rio Salzbach, um dos rios mais limpinhos e lindos que já vi. Parece até o Rio Isar, aqui pertinho.

Visitamos os dois museus do Mozart: a casa onde ele nasceu e a segunda casa onde ele viveu com a família antes de ir para Viena.

Visitamos ainda a Fortaleza medieval (o Burg) no alto de uma pequena montanha bem no centro histórico de Salzburg. A vista que se tem lá de cima – vide primeira foto deste post – é linda, e o museu também é bem interessante. Além disso, logo ao pé da montanha tem o cemitério (!) mais lindo que já vi.

O cemitério

Visitamos o Panorama Museu. É pequenininho, mas nos surpreendemos com o que vimos lá: uma exposição de pinturas de época do pintor Johan Michael Sattler, que viajou pelo mundo fazendo registros do que via. As pinturas que ele fez de Salzburg em 1829 são lindas, e foi muito interessante ver a cidade de antes depois de ter visto e aprendido a andar por ela em tempos modernos. Há ainda uma pintura panorâmica de vinte e seis metros de diâmetro e cinco metros de altura retratando a região. Passamos alguns bons minutos ali no meio dela observando.

O Panorama de Salzburg, de J. Sattler (clique aqui para ver ampliada)

Também fomos ao Museu de Arte Moderna do Mönchsberg (Museum der Moderne Mönchsberg). Não gostamos muito do acervo, mas a arquitetura é bem bacana, e a vista que se tem da cidade lá de cima é linda. Vale a pena subir e tomar um café com Apfelstrudel no restaurante de lá.

Na verdade, ficamos lá de cima esperando uma tempestade chegar que não chegou. Vimos a danada passar ao longe e foi só. Aliás, a previsão do tempo para os dias que passamos lá era de chuva e trovoada. E toda chuva e trovoada que vimos foi essa, passando no horizonte sem molhar Salzburg no nosso terceiro dia na cidade. No mais, só vimos sol!

Museum der Moderne Mönchsberg, ou a vista do café

Tomamos café com bolo no Tomaseli e fomos atendidos por um garçom tão simpático, mas tão simpático, que voltamos lá depois só por causa dele! Simpático e bonitão!

Comemos Mozart Kugeln originais no Fürst, o café da família detentora da receita. Mozart Kugeln (bolinhas do Mozart, em tradução livre literal)  são uma verdadeira perdição: trufas de chocolate com marzipan e pistache. A receita original é de um senhor confeiteiro que viveu há muitos e muitos anos atrás na cidade: o Herr Fürst. Lá pelo ano de mil oitocentos e lá vai fumaça ele inventou a guloseima. A família Fürst está no mesmo café até hoje e quem se encarrega de repetir a receita é o bisneto do Senhor Fürst. Mozart Kugeln se tornaram tão famosas, que há diversas versões delas industrializadas por essas terras germânicas, tanto austríacas quanto alemãs. Mas a original é imbatível! E toda vez que passávamos ali pela praça do Café Fürst, corríamos até a confeitaria por uma trufa.

Fora isso, paramos ali duas vezes para sentar e tomar alguma coisa. Na primeira ficamos em uma das mesinhas na praça, do lado de fora. Na segunda ficamos lá dentro, o ambiente é super aconchegante! E não é só a Mozart Kugel que é uma delícia, não! O sorvete caseiro deles é delicioso, bem como as tortas. É definitivamente o Café da Perdição!

Esta foto é do Lemonpage.de

Sobre as bodas de papel nós contamos em outro texto. Adianto apenas que foi ao som de Mozart e suas óperas românticas e leves!

Fotos: arquivo pessoal (exceto a última e a do Sattler)

Havia uma Lisboa no meio do caminho

Às vésperas de eu e Jane completarmos um ano do casamento realizado aqui no Brasil, nós decidimos que era OBRIGAÇÃO comemorarmos juntos essa data. Problema: ela não pode tirar férias ainda, eu não tenho mais férias para tirar esse ano, e ainda não posso ir definitivamente para a Alemanha. O que fazer?

Sem abrir mão de passar essa data com ela, fiz alguns cálculos de cá, outros de lá, fiz malabarismo com algumas horas extras, reservei passagem na cara e na coragem, acabei acertando com a chefia de faltar alguns dias compensando depois e… pronto: lá fui eu passar onze dias com a minha gatinha, neles incluído o nosso dia tão importante de comemoração das bodas de papel!

Sobre esse dia de comemoração ela deverá falar em breve, nas anunciadas dicas de Salzburg.

Este post resolvi escrever para falar de Lisboa, pois na passagem comprada estava incluída uma conexão de mais ou menos 7 horas na capital lusitana e, acreditem, é tempo suficiente para dar umas boas voltas pela cidade.

Lisboa, pelo que me pareceu, é bem simples e descomplicada em termos de locomoção. O aeroporto não é longe do centro, e de lá até a cidade baixa (centro histórico) leva-se não mais do que 20 minutos. De ônibus! Em dia útil! Para voltar gasta-se o mesmo tempo.

Detalhe é que o sistema de transporte público viário é rigorosamente igual ao alemão, com ônibus de conforto semelhante, placas nos pontos informando os horários e tempo de deslocamento entre os pontos, muitos com painel eletrônico indicando o tempo que falta para cada linha passar ali, etc. Mas com duas vantagens: o preço unitário da passagem é mais barato e – essa vantagem é particularmente para os brasileiros – todas as informações são em português (rs).

Pavilhão português fazendo suas honras no topo do Parque Eduardo VII.

Eu peguei um informativo e um mapa gratuitos no balcão de informações turísticas do aeroporto, deixei minha mochila pesada no guarda-volumes, coloquei a câmera, carteira e passaporte nos bolsos e parti para a cidade. Entrei no ônibus de número 44 (Moscavides – Cais do Sodré) e desci na Praça Marquês de Pombal, que fica em frente ao Parque Eduardo VII, onde existe um mastro com uma enorme bandeira de Portugal flamulando no topo. Muito agradável andar pelo parque na bela manhã de céu de brigadeiro com a qual fui presenteado. Não subi até onde fica o mastro. Fui até a metade e voltei, descendo a pé a inclinada Av. Liberdade, uma alameda com sombras muito gostosas que liga o monumento ao Marquês de Pombal ao monumento aos Restauradores da Independência (que devolveu a soberania de Portugal frente à Espanha em 1640).

Descendo mais um pouco passei pela Estação Rossio, cuja fachada é de um estilo antigo bem bonito e interessante, embora poluída por semáforos da rua em frente. Uma leve quebrada para a esquerda e cheguei à Praça D. Pedro IV, já na cidade baixa. Ali existem ruas estreitas e calçadões, que muito se assemelham às ruas do Rio antigo (Arco do Telles e arredores, por exemplo). Tais semelhanças deixam clara a influência que a arquitetura lisboeta exerceu sobre a do Rio de Janeiro.

Rua dos Sapateiros, entrada pelo Arco do Bandeira.

Da praça entrei pelo Arco do Bandeira, numa ruela chamada Rua dos Sapateiros, onde encontrei restaurantes que parecem típicos e baratos, sobre os quais nenhuma referência existe no informativo do aeroporto. Pelas outras ruelas, seguindo rumo ao Rio Tejo, deparei-me com o Elevador da Santa Justa (também chamado de Elevador do Carmo), que lembra muito o Elevador Lacerda existente em Salvador (novamente eu vi muito clara a natural influência de Lisboa sobre uma cidade brasileira). A vista de lá deve ser boa. Existia uma bicha na entrada, então não subi. Calma gente, isso não é homofobia manifesta! Lembrem-se, “bicha” em Portugal é fila (rsrsrs)! Brincadeiras à parte, eu tinha certa pressa e não quis pegar fila para subir num elevador. Também não verifiquei se a entrada era paga ou não, mas creio que deve ser. Continuei pela Rua Áurea (Rua do Ouro).

A Rua do Ouro leva até a Praça do Comércio, às margens do Tejo e em frente ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal Federal de Portugal, dois prédios separados pelo imponente Arco do Triunfo da Rua Augusta. A praça é espaçosa e rendeu boas fotos do arco, mas o Tejo me decepcionou, ao menos naquele ponto. O rio é grande e portentoso, mas suas águas são sujas, rendendo àquele ponto uma aparência feia e odor desagradável. Provavelmente existem outros pontos mais simpáticos do Tejo, que não tive a felicidade de ver.

Próximo dali fica o Castelo de São Jorge, que também não pude visitar em razão do tempo escasso. Mas acredito que valha muito subir lá. Terminei voltando pela Rua Augusta, bastante farta em comércio, onde comprei algumas lembranças. Deu uma vontade enorme de almoçar em algum daqueles restaurantes da Rua dos Sapateiros, mas ainda estavam fechados (10:50h), e não seria prudente esperá-los abrir. Voltei logo ao aeroporto, onde almocei assistindo, vejam só, à reprise de Vasco 1×0 Coritiba, primeiro jogo da final da Copa do Brasil, que acontecera na noite anterior e passava na SporTV portuguesa. Vasco… Portugal… é… tem tudo a ver mesmo! (rs). Aliás, parabéns aos vascaínos de plantão pelo título conquistado uma semana depois, após o jogo de volta no Paraná.

É… foi rápido mas extremamente gratificante conhecer um pouco de Lisboa. Mas já era hora de embarcar. Zu Hause!!! Endlich!!! 🙂

Arco do Triunfo da Rua Augusta.

Comer em Londres: da extravagância à apelação

Lembram que falei que você compensa a extravagância de um dia em um ou dois dias de apelação? Pois bem. Este post dá dicas para fazer isso com categoria.

Suponha que você tenha viajado com um budget de 15 Libras por dia para alimentação. E, de repente, você entra em um restaurante onde você investe 20 Libras pelo jantar. Isso porque, econômico que é, você pediu apenas o prato principal e dispensou a salada, a entrada e a sobremesa, que são praxe em bons restaurantes. Mas sobre isso eu também escrevo outra hora.

O que acontece é que você investiu a verba de um dia e meio em um único jantar, portanto você vai passar os próximos dias compensando isso até equilibrar as coisas. Simples assim. Caso sua verba seja menor do que, pelo menos, 15 libras por dia (o que eu não recomendo, a não ser que você passe não mais do que dois ou três dias em Londres*), siga o Menu Apelação.

A extravagância: Watatsumi

Acho que nunca comi uma comida japonesa tão gostosa. O restaurante tem uma super decoração, o atendimento é dez (e globalizado, esqueça os garçons japoneses vestindo quimono), a comida chega rápido e, se você tiver sorte, você consegue um cupom de desconto e um sushi de graça se passar ali em frente um pouco mais cedo. Bem, há de se ter muita sorte, já que o cupom estava relacionado à recente inauguração. Não sei se a prática será mantida.

Eu pedi apenas o prato principal. Tanta extravagância assim eu até que não fiz. Comi um filé de peixe assado na folha de bambu, com arroz e uns fritadinhos que, acredito eu, sejam de algas. E bebi água. A porção é pequena, já que o restaurante é “estilo francês”, como já disse: entrada, prato principal e sobremesa. Mas foi suficiente para eu me sentir satisfeita e feliz da vida por ter comido tão bem!

O preço dos combinados começa em 15 libras, os pratos principais também. As entradas (sopinhas, saladinhas e etc) começam em 5 libras. A garrafa de água mineral (linda, por sinal, por um momento pensei que o garçom tinha se enganado e trazido vinho branco) custa 3,60 Libras. Demais bebidas custarão mais do que isso. Lembre-se de separar 12% da gorjeta, geralmente já calculados na conta, como no Brasil.

Para quem gosta de boa comida japonesa, o Watatsumi vale cada centavo! E fica pertinho da Trafalgar Square. Portanto anotem:

Watatsumi
7 Northumberland Avenue
London WC2N 6BY
+44 (0) 207 036 8520
http://www.watatsumi.co.uk

Entre a extravagância e a apelação: Thai Square

Uma outra opção que muito me atraiu mas que não cheguei a experimentar fica perto da Trafalgar Square e se chama Thai Square. O ambiente é bem bacana e o prato principal custa, em média, de 10 a 12 libras. E eu adoro comida asiática, especialmente a tailandesa. Vale a pena verificar o site deles. Eles tem filiais em vários lugares – Trafalgar Square, entre eles – e algumas promoções, como menu especial de almoço ou descontos de 15% para quem vai ao teatro, dependendo da filial.

Não chega a ser uma extravagância nem uma apelação. Ficam no meio caminho.

Menu apelação

Você recorre a ele por diferentes motivos. Geralmente pela grana curta, mas também para poupar tempo entre um passeio e outro, ou para fazer aquela extravagância que você tem vontade (tipo Watatsumi com direito a vinho ou coquetel, entrada, prato principal e sobremesa) e precisa compensar de alguma forma.

Você certamente já sabe do que estou falando. Exatamente! Fast foods!

Starbucks, Burger King, KFC, Starbucks, McDonald’s, Pizza Hut… Já falei Starbucks?Ok, ok… Starbucks é café, eu sei. Mas tem tortas e bolos também.

Também tem as opções, asiáticas e árabes de fast-food, sempre em conta.

Eu apelei ao Subway (sandubas entre 2,50 e 3 Libras), ao Pizza hut (uma fatia por 1,99, duas fatias por 3,49 libras!), ao crepe da feirinha da Portobelo Road (3 libras). Mas há outras opções que eu observei no lugar. Parecem simpáticas, costumam ser bem recomendadas, mas não cheguei a experimentar.

Pret à Manger – são restaurantes que prometem comida fresquinha com ingredientes sem conservantes ou agrotóxicos, o famigerado bio. Tem pra todo lado, inclusive no Heathrow Airport. Vai ser o tipo de lugar que você vai ver entre um passeio e outro e, se tiver fome, entrar.

Garfunkel’s – sanduíches, salsichas, com esse nome ele tem que oferecer comida britânica típica. Também vi em diferentes lugares, embora pareçam ter menos filiais.

E agora minha apelação preferida…

Estava eu fazendo uma caminhada pelas margens do Thames, vindo do Parlamento em direção à London Eye, quando me deparei com um quiosquezinho de souvenirs. Eu que já gosto de entrar nessas lojinhas e, não raramente, acho sempre uma coisinha ou outra pra comprar, entrei atraída por umas miniaturas do London Cab. Não comprei (e me arrependi!) porque, logo ao meu lado, dentro do quiosque, uma senhora me seduziu com waffles

Esse aí é de chantilly, com banana e chocolate. É o waffle top, do tipo tudo-que-tem-direito, e custou 6,60 libras. Há outros mais modestos. O garfo não corta direito, portanto tenha habilidade ao morder dobrando o pratinho sem deixar os pedacinhos de banana caírem ou prepare-se para sujar os dedos e lamber depois.

O quiosque fica quase em frente ao Aquarium.

*com 15 Libras por dia você (mal) se alimenta apenas de Apelação e compras no supermercado. É possível, porém não recomendável.

Comer em Londres: bar de vinhos globalizado

Que Londres é cara todo mundo sabe. Até os muniquenses reclamam. O truque é você comer bem em um dia e compensar no dia seguinte, ou nos dois dias seguintes comendo alguma coisa do Menu Apelação. Falo deste depois.

O menu apelação já tinha sido opção do dia anterior. Logo, neste dia eu entrei em um ambiente retrato da Globalização: o lugar lembrava um pub inglês com upgrade. As paredes típicas de madeira escura e o bar estavam lá, mas as messas eram mais arrumadinhas, e o ambiente tem mais o clima de bar de vinhos, coisa que de fato é. A comida era marroquina, o garçom era indiano. Comi uma salada de queijo de cabra com lentilhas e alcachofra, muito gostosa! E vinho francês. Eu disse que era um lugar retrato da globalização, não disse?

Na mesma noite, dando uma espiada na internet, descobri que existem outras filiais da rede Davy’s, o tal bar de vinhos finos. Gyngleboy é o de Paddington, onde estive. O preço não é barato, mas não é dos mais caros também. Então anotem:

Gyngleboy
27 Spring St
London W2 1JA, UK
020 7723 3351
Preço médio do prato principal: 10 Libras.
Preço médio da taça de vinho: 5 Libras.

Comer em Londres: Spaguetti House

Pois é. Estou em Londres para uma conferência.  O que significa dizer que estou tendo a oportunidade de conhecer London by night. Ou quase, já que mocinhas comportadas como eu normalmente não gostam tanto de noitada, muito menos com conferência no dia seguinta a partir das oito e meia da manhã.

Mas já que falei que em Londres, dentre tantas coisas interessantes a se ver, o difícil é comer bem, tenho para mim o desafio de descobrir a boa (e barata) comida daqui. Bobagem comentar sobre pubs, tem um a cada esquina e não é difícil descobrir que em muitos deles você pode comer o tradicional e super gorduroso fish and chips. No, no, queridos leitores… Meu intuito será trazer a vocês as experiências gastronômicas que realmente valerem a pena. Será que consigo?

Pois eis que hoje descobri um restaurante super bom, onde pode-se jantar (ou almoçar) por valores em torno dos baratíssimos 10 a 15 Libras! Acreditem, uma bagatela para os padrões londrinos! O restaurante se chama Spaguetti House, trata-se de uma rede e dele existem vários por aí. Comi um macarrão com molho de truta maravilhoso! Além de um atendimento muito bacana e o ambiente também.

Então, caso você visite Londres e esteja em busca de comida gostosa a preços pagáveis, visite o site e procure a Spaguetti House mais próxima de você. Se entre um ponto turístico e outro você passar em frente a um deles em momento de fome, entre sem medo e aproveite!