Minimalismo para tirar a poeira

Pelas andanças da internet, caí no blog da Rita. Conta ela sobre o minimalismo, com muitas dicas e até um livro para download gratuito. Tem dicas mil para simplificar a vida. Mais do que minimalismo na decoração ou no vestuário, ser minimalista é quase uma filosofia de vida. É estabelecer prioridades, e viver com aquilo que se faz realmente necessário, abrir mão do que não é.

A Rita dá dicas para administrar o dinheiro, destralhar (adorei esse verbo!) a casa, o armário, até o tempo.

Coincidentemente, eu já vinha destralhando umas coisas, especialmente no armário. Já havia eu conversado com minha amiga J. que estava revendo os hábitos: cultivar rotinas simples, não deixar tarefas se acumularem, aproveitar melhor o tempo, acordar mais cedo, manter ordem na casa e na vida.

O minimalismo libera espaço na vida. Para respirar, para viver, para falar mais devagar, aproveitar melhor a conversa do café da manhã, o dinheiro economizado para algo que se goste, seja um presente, uma viagem, uma ajuda a quem precisa. É mais do que reduzir o ruído. É organizar para aproveitar melhor.

Então ando, aos poucos, destralhando mente, tempo, porão, casa. E para quem se interessa em simplificar a vida, vale a visita: The busy woman and the stripy cat

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O Reveillon

Mais um texto tardio por uma no que ainda é novo.

Na véspera do Reveillon, nossos amigos que moram em Milão perguntaram o que faríamos nesta data. Estávamos acabando de montar móveis e animados para passar as festas em casa mesmo. A dois, com os amigos que tinham avisado que talvez viessem, ou com quem mais desse notícias de última hora.

Os dois vieram e passaram alguns dias conosco. Além deles, nossos amigos-irmãos também estiveram aqui para comemorar conosco. Foi uma noite bem tranquila, queijos, vinhos, papo e musiquinha agradável, crianças na sala.

Lamentei não ter férias na primeira semana do ano e aproveitar mais os dias que eles passaram aqui. Tivemos os jantares. E a troca de vinhos, para abrir daqui a dez anos.

Eu, como a grande maioria das pessoas, fiz lá a minha retrospectiva de 2011. Eu não vou falar dela aqui. Imitei (descaradamente!) a ideia da amiga da minha amiga de fazer uma carta e mandar para pessoas da família. Mandei só para os muito próximos no Brasil, as pessoas que amo e que, por motivos geográficos ou por fuso horário, não conseguem acompanhar as coisas no tempo e no detalhe que gostaria.

Por aqui eu digo apenas que foi um ano que teve um fim bem melhor do que foi o começo. Superamos dificuldades, passamos por adaptações, nos decepcionamos com algumas coisas, fizemos novos amigos, fortalecemos os mais antigos. Resolvemos várias questões, nos apaixonamos pela Baviera. Vibramos com alguns casamentos, viajamos um pouco, sentimos saudades, matamos saudades, reencontramos familiares.

E que agora venha 2012!

Quarto, banheiro e cortinas

Enfim conseguimos. No cantinho de dormir tudo está branco. Bem clean. E portas de espelho no armário que adoro! Não posso dizer que já arrumei a bagunça no armário, mas já consegui escondê-la lá dentro.

O que o armário tem de clean tem a sala de color. Sabem que ela é tricolor, né? Sofá grená com branco-marfim, tapete verde, bem melhor time do Brasil. Faltava cortinha. Descobri que tenho problemas com cortinas. Eu acho. Tinha uma verde aqui em um canto esperando uma haste para ser pendurada. Achei que ficaria lindo, por ser fininha e do mesmo tom do tapete. Ficou horrível. Tirei no dia seguinte.

Daí achei que a vermelha-grená, de tecido mais nobre e do tom do sofá, também ficaria linda. De fato ficou, no primeiro dia. No segundo ela estava menos linda. No terceiro eu estava feliz por ter privacidade na sala à noite e a quebradinha de luz necessária durante o dia para assistir filmes ou para visitas dormirem e acordarem bem. Eu ainda a acho bonita, mas… assim… é vermelha, né? Ainda não sei se vou conseguir me acostumar com ela ou se vou enjoar em dois tempos. Medo de ser over. Mas ver filmes ou dormir de tarde com ela fechadinha é delícia!

A próxima tentativa fica sendo uma branca-marfim, bem neutra. Não pode dar errado!

E, para terminar o post-decoração, o banheiro finalmente está decentemente iluminado. Graças ao marido prendado que tenho, que conseguiu desvendar os mistérios da instalação elétrica esquisita que tinha naquele orifício sem uso no teto, temos agora duas lâmpadas e luz no banheiro que tem azulejos beges, mas não tem janelas. Nem quero saber quem é o ser que faz um banheiro pequeno e sem janelas ser bege e com apenas uma lâmpada mixuruca acima do espelho. Enfim, águas passadas. Embora ele ainda seja bege, mas vai permanecer assim. Tem luz! E armarinho com espelho!

Bom é ter tudo prontinho agora. Depois de longos dias de trabalho entre Natal e ano novo, temos essa conexão emocional com as coisas, no melhor estilo “nós que montamos”. Agora a sala vai esperar…

Depois eu conto do Reveillon.

Atualização: só para relembrar a sala tricolor:

Ainda não fiz fotos novas das mudanças, fica pra depois.

Resumo do Natal

Já passou, mas vale o registro. Este foi nosso primeiro Natal na casa nova. E, como não poderia deixar de ser, queríamos festa e árvore de Natal.

A festinha foi bem familiar. Nossos melhores amigos, fondue de queijo, fogos na rua, fondue de chocolate, troca de presentes e os votos de paz e amor. Senti falta de não ir a um culto de Natal. Eu sempre vou, há anos. Mas Deus está principalmente dentro de nós.

Procuramos uma árvore bem alemã, já que a nossa árvore das laranjas do ano passado ainda não suporta boas e enfeites de Natal. Está crescendo, mas deu uma reduzida no ritmo quando o inverno chegou.

Deixamos para procurar pinheiros na última hora e só encontramos árvores grandes, feias e caras. Improvisamos com papel de presente!

Usamos papel de presente e fica crepe de forma muito criativamente copiada daqui, com uma ideia que salvou a decoração da noite!

E assim foi a nossa noite. Um pouco frustrante por causa dos dias de temperaturas altas para a época e sem neve. Gosto de Natal branco. Mas as temperaturas mais amenas tem também suas vantagens, claro.

E, por fim, o mais importante: que o Jesus nos traga paz e muito amor, não só no Natal, mas em todos os dias de todos os anos, e nos lares de todos.

Berlim para visitantes

Depois de quatro anos morando em Berlim, confesso que senti um certo estranhamento em estar na cidade como visitante pela segunda vez. A primeira eu nem conto muito, tinha acabado de me mudar para Munique. Ainda me sentia moradora de Berlim, temporariamente em outra cidade.

Desta vez foi diferente. Não fizemos passeios de turista, estes conhecemos bem, eu mais do que o Rafa. Encontramos muitos amigos, e compartilhamos da felicidade de dois casais queridos que comemoraram a união de suas escovas de dentes. Foi como estar em casa, mas em uma segunda casa.

As comparações entre as duas cidades foram inevitáveis. Eu continuo amando Berlim, vou amar sempre. Mas me senti a mocinha do interior visitando a cidade grande. Eu, carioca da gema, achei Berlim grande demais. Não quero nem pensar como vou me sentir quando voltar ao Rio para a próxima visita, que nem tem previsão de acontecer.

Comparações à parte, fiquei muito feliz de rever os amigos. E revi muitos. Até aquela muito amada que mora em Schwerin e que estava de passagem por lá no dia em que chegamos. Conseguimos um encontro de uma hora para um café antes dela pegar o trem de volta pra casa, eu e Rafa ainda com as malas saracutiando por aí.

Foram cinco dias que passaram muito rápido, e nos deixaram com vontade de voltar. Ao mesmo tempo, estávamos com saudades de casa e ficamos felizes quando chegamos (especialmente depois do caos da companhia aérea atrasando vôos e dos trens em Munique atrasados por causa de um acidente, mas essa parte a gente quase pula).

E, de quebra… Comemoramos dois anos do nosso casamento alemão no nosso último dia na cidade. Mas o jantar, esse a gente curtiu em casa mesmo…

Um sinal

Antes de contar sobre os caminhos da Baviera que percorremos nessas férias em Balkonia, tenho um fato curioso para contar.

A árvore que inspira o nome deste blog, infelizmente, não resistiu à mudança para Munique. Era uma noite fria de inverno, com temperaturas abissais, e árvores desta espécie costumam ser sensíveis demais a mudanças bruscas. Ela até chegou bem em casa, mas com o passar das semanas, as folhas amarelaram, caíram e a árvore secou. Para nossa tristeza. Tinha ela um enorme significado para nós (cliquem aqui para saber mais a respeito dela, e também aqui).

Nós mantivemos a árvore – ou o que restou dela – no vaso mesmo assim. Não sabíamos o que fazer dela. Se jogaríamos fora e compraríamos outra, ou se deixaríamos ali, sequinha mesmo, já que o simbolismo dela é tão importante para nós. Passaram-se meses, a terra secou totalmente e podamos o excesso de galhos secos. Deixamos para decidir o que fazer com ela quando Rafa chegasse para ficar, definitivamente e sem mais despedidas.

Ela ficou assim:

Pois o Rafa finalmente chegou e agora não volta mais ao Brasil, a não ser para visitar. Ou se, porventura, algum dia decidirmos voltar juntos.

Um dia antes dele chegar, dei aquela arrumada especial na casa. Fazia uns dois dias que eu não verificava as plantas. Limpava eu a sala quando algo diferente me chamou a atenção, no canto da sala, dentro do vaso da nossa árvore:

Pois é. Uma ávore nova começou a crescer nesta terra seca, junto da árvore anterior, dada como perdida, na véspera da chegada definitiva do Rafa.

Se isso não for um sinal, eu não sei mais o que pode ser.

Em tempo: esta foto foi tirada há duas semanas. Ela já está cerca de dez centímetros maior do que isso.

Fotos: arquivo pessoal

Minha vez

Cumprindo a intimação oriunda do “Supremo Tribunal Isabelino” (rs), venho aqui registrar as nove informações inéditas, fantásticas (?), sensacionais (?) e absolutamente exclusivas (aqui também cabe um “?” – rs) sobre mim:

1) Eu roí unhas na infância. E continuo a roê-las. Mas, curiosamente, eu só continuo cultivando esse hábito desagradável quando eu estou longe de Jane. O fato é curioso porque a mudança de hábito é espontânea, sem nenhum esforço pessoal e específico. Ou seja, eu simplesmente deixo de roer unhas ao lado dela;

2) Quando eu era bem criança, tinha verdadeiro pavor da lua. Isso mesmo, da LUA (rs)! Cheguei a ter pesadelos em que várias luas, todas no formato crescente e com cara de malvada, invadiam o meu quarto para me pegar de madrugada;

3) Eu chorei quando a ficha caiu no dia da morte de Ayrton Senna. Foi a primeira vez que chorei pela morte de alguém;

4) Digo brincando, mas com orgulho, que sou um “Neandertal”. Isso nem é tanto verdade e nem é tanto mentira. Isso porque sou romântico, tenho sensibilidade e sou bastante educado. Mas certas frescuras que viram moda por aí, convenhamos, não combinam com os homens;

5) Tenho medo de altura. Sério. Adoro andar de avião, já escalei montanhas (e adorei também), gosto de ver a vista de lugares bem altos e sonho em pular de paraquedas algum dia. Mas isso não muda o fato de que eu tenho medo de altura;

6) Já salvei duas crianças de um destino terrível: tenho dois sobrinhos cujos respectivos pais torcem pelo Flamengo, mas graças ao bom exemplo do tio, ambos torcem fervorosamente pelo Fluminense;   😉

7) Me arrependo muito mais de algumas poucas coisas que deixei de fazer na vida do que da soma de tudo o que já fiz. E espero sempre poder dizer isso com sinceridade;

8.) Meus pais são meus grandes ídolos e exemplos na vida. Meu pai não foi perfeito e minha mãe não é perfeita. Mas eles sempre deram o melhor de si em tudo;

9) Eu não quero morrer sem antes fazer, e com Jane, aquelas três coisas que, como dizem por aí, deixam as pessoas realizadas: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um(a) filho(a).

33

Eu contei que fiz aniversário? Pois é, gente! Leonina que se preze conta para todo mundo que faz/fez aniversário!

Eu não me sinto mais velha, não me sinto mais cansada e não me sinto avistando o Cabo da Boa Esperança (ainda está longe de dobrá-lo).

Cabelos brancos já fazem parte da minha cabeça desde tenra idade, de modo que eu não os associo a qualquer coisa relacionada a, digamos, amadurecimento. Aliás, mama já os tinha aos dezoito e papai já os tinha aos trinta. E salve a tinta de cabelo!

Bom foi quando me perguntaram minha idade no trabalho. Não, não tenho problemas com o tema. É trinta e três. E eu ouço que estou bem conservada. Quero mais é encher a boca e falar dos meus trinta e três.

A diferença é só na coluna que reclama um pouco mais, e dos hábitos do sono. Já não tenho aquele gás para virar uma madrugada fazendo qualquer coisa e acordar bem e inteira.

Mas, falando de coisas interessantes…

Fiz muffins de chocolate (com gotinhas e amêndoas, tá?) e de maçã, os clássicos italianos e pães de queijo. Chamei duas famílias de amigos mui queridos. Na verdade três, mas a Mi estava doente. Minha casa nunca teve tanta criança. Eram quatro. E descobri que cada criança ocupa o espaço físico de três adultos. Podem seguir essa regrinha sem medo quando convidarem famílias com filhos menores de doze anos para o seu recanto, seja qual for o pretexto do convite.

Amore me surpreendeu já na véspera, com rosas e chocolates. Muitos chocolates, deliciosos chocolates, acho que na caixa eram mais do que trinta e três. Já falei que fiz trinta e três?

As rosas ficaram lindas e cheias de vida por mais de uma semana. Chocolates estao se multiplicando dentro da caixa. Eu juro que estou comendo todo dia pelo menos dois deles, e ainda nao saí do primeiro andar (são dois).

Bom foi que ele se fez presente mesmo estando ainda, temporariamente, fisicamente lá do outro lado do oceano. Capaz dele conseguir comer chocolates do meu aniversário. Será?

O aniversário foi no dia 30.

Fotos: arquivo pessoal.

Dane Babysitter

Eu passei a vida relativamente bem cercada de crianças, geralmente primos. Mas sempre estavam em outras cidades, de modo que eu nunca tive convívio direto com elas. Estou vivendo isso pela primeira vez aqui em Munique, convivendo com a filha da minha melhor amiga, de dois anos.

Eu e Rafa já tínhamos bancado o casal-babysitter uma vez para nossos amigos saírem. Foi fácil, a pequena já tinha ido para a cama e nós só precisamos devolver a ela a chupeta que caía de vez em quando para que ela parasse de chorar.

Da última vez a coisa foi diferente. Seria eu a pessoa que a colocaria para dormir. Sem treinamento prévio. Eu cumpriria todo o ritual de trocar fralda, dar mamadeira, colocar o pijama, ligar a musiquinha, colocar no berço. A experiência eu não tinha (nunca tinha trocado uma fralda na vida), mas cansei de ver a minha amiga fazer isso e não via mistério algum. Minha amiga, por sua vez, confiou na minha pessoa, e no fato de eu ser paciente, atenciosa e cheia de boa vontade e amor para dar. O que, na verdade, deve ser o mais importante.

A noite começou agitada. Ela passou uns vinte minutos chorando e chamando pela mamãe depois que mamãe saiu com o papai. Em algum momento consegui distraí-la com brincadeiras, o irmão chegou também, e tudo ficou em paz. Até a hora de colocá-la para dormir.

Economizando os detalhes: consegui colocar nela uma nova fralda folgada e o pijama. Não consegui dar a mamadeira (essa quase foi arremessada longe). Não consegui mantê-la no berço. Aliás, nem no quarto ela queria ficar. Chorou por cerca de trinta minutos chamando pela mamãe, andou pela casa, calçou a bota de chuva e tentou abrir a porta para sair para a rua atrás dos pais. A calma só veio quando eu desisti do ritual padrão, peguei-a no colo e cantei para ela. Na sala, claro. No quarto dela não funcionava. Em algum momento ela dormiu nos meus braços e depois foi para o berço.

Essa foi a minha primeira vez como Babysitter.

Mas, mudando de assunto, mas nem tanto…

Eu sempre digo que um dos motivos de eu gostar tanto de estar aqui na Alemanha é o fato de não haver a tal da pressão social que eu sempre senti no Brasil. Aquela coisa de solteira tem que ter namorado, namorando tem que casar, casando tem que ter filho, tendo filho tem que ter um irmãozinho para o filho. E, passando da idade “padrão” para cumprir esse protocolo, tem que ter  muita personalidade para se manter firme nas próprias decisões.

Eu fiz tudo depois da idade padrão. Tudo. O primeiro namorado foi depois da média, a “primeira vez” foi depois da média, o casamento veio depois da média. Veio tudo no meu tempo, quando eu quis e me senti preparada para tal. Ok, algumas coisas poderiam até ter acontecido antes ou foram um pouco – mas só um pouco – adiadas por motivo de força maior, mas isso é outra história. A única coisa que não seguiu tanto o cronograma padrão para a contecer foi o desenvolvimento profissional.

Diz o Rafa que, no Brasil, já rolam comentários de amigos e familiares dizendo que teremos filhos logo. Já há uma expectativa, sei lá porque, visto que todos sabem que namoramos à distância o tempo todo. Deve ser porque vou fazer 33. Mas não, não teremos filhos agora. Se acontecer, saibam que foi acidente.

Aqui na Alemanha esse tipo de comentário é muito raro. Mas agora, apesar de eu não sentir pressão no sentido de engravidar por aqui, existe uma pequena e sutil “pressão implícita”. Ela vem mais da minha cabeça, na verdade. Estou cercada de amigas com filhos. É, gente… na Baviera é diferente. Enquanto Berlim é quase uma cidade para solteiros e praticamente todos os meus amigos ainda estão sem filhos, Munique é uma cidade para famílias. São poucos, na nossa faixa etária, que ainda não tiveram seus rebentos.

Eis que me vejo então, vez por outra, fazendo programas de criança, e com poucas opções de companhia para fazer outras coisas. Nada contra, eu realmente gosto, amo a minha pequena sobrinha potiça e me derreto quando ela corre pra mim sorridente me chamando de Dane.

Mas eu não tenho filhos. As rotinas são diferentes, meu pique ainda é para fazer outras coisas que quero fazer antes que os meus venham. Não falo necessariamente de programas noturnos, mas também coisas como trilhas e caminhadas pelas redondezas. Daí ocorrem aqueles pensamentos sobre procurar amigos sem filhos ou trazer logo o primeiro ao mundo. Entendem o que eu falo de “pressão implícita”?

Ainda estamos firmes na primeira opção. Vale o mantra: “não teremos filhos agora, não teremos filhos agora, não teremos filhos agora.” Sem essa de relógio biológico. O resto eu estou canalizando para o trabalho. Um certo perigo, tenho essa tendência para ser Workaholic, o que não é necessariamente saudável.

Mas, quando o Rafa chegar aqui, arranjaremos outras coisas para fazer. O que inclui bancarmos o casal-babysitter para nossa sobrinha postiça de vez em quando.

 

Chopin

Eu posso ficar sem dormir, sem comer, eu posso esquecer da vida, eu posso trabalhar, eu posso me concentrar em qualquer coisa ouvindo música bonita assim. Ainda mais se ela me lembrar dos tempos em que eu tocava piano (e Chopin estava no meu repertório com o Noturno no. 2, Op. 9, que muita gente conhece).

Sogrinha mandou o link do Chopin, desta música que me lembra muito o filme O Pianista, vocês viram? Se não viram, vejam. Vale muito a pena.

Mas, voltando ao Chopin que sogrinha mandou, esta está em cordas com acompanhamento em piano, linda linda de ouvir. E, por ser em cordas, me lembra o Rafa que tanto gosta de um violino.