Oktoberfest: impressões e algumas fotos

Este ano marcamos presença na Oktoberfest por seis vezes. Seis.

Começamos com a visita da minha irmã, sobrinha e marido da sobrinha (é, a idade da sobrinha quase bate com a minha, longa história). Fomos duas vezes. A dobradinha justifica-se por duas tentativas (frustradas) de entrar em uma das tendas. Para fazer daquelas coisas de subir nos bancos, cantar, dançar e brindar com o pessoal animado lá de dentro. Sexta-feira foi impossível, eram praticamente todas as tendas com portas fechadas por causa da lotação. Apenas uma estava aberta, mas sem lugares do lado de dentro. Graças a muita paciência, lábia do marido da sobrinha e a uma garçonete simpática, conseguimos lugar em uma das mesas do lado de fora para comer nosso Spätzle, Schweinebraten e nosso Gulasch. Com cerveja, obviamente. No sábado tentamos de novo, chegando cedo, sem sucesso. Passeamos pelo lado de fora mesmo e depois fomos sassaricar pela cidade, já que só tinhamos um dia para isso.

Na terceira vez foi com nosso segundo amigo visitante. Foi tranquilo, dia de semana, e conseguimos lugar em uma tenda menor para jantar. Menor, mas não menos animada. Deu pra comer e depois subir nos bancos pra cantar, dançar e brindar.

Nosso amigo visitante nos acompanhou também na nossa quarta vez na Oktoberfest, com o pessoal da empresa. Foi mais tranquilo, no sentido de termos poupado a árdua tarefa de disputar uma mesa no interior da tenda da Löwenbräu, uma das mais animadas (e mais lotadas), já que a empresa tinha feito reserva. Mas passou longe de ser tranquilo. Claro, foi muito mais divertido do que qualquer coisa, mas tem sempre um ou outro inconveniente provocado por gente que não sabe beber. No caso, uma inglesinha divertia-se guardando um terço da cerveja na caneca para jogar nas pessoas. Depois de provocar o terceiro banho de cerveja em quem não tinha o menor interesse neste tipo de banho, ela foi retirada do local por um amigo e não voltou mais. De resto, tudo é festa quando se tem disposição.

A quinta vez foi a descoberta do Oide Wiesn, descrito no post anterior. Ah, que sossego, em comparação com as demais tendas! Claro, é cheio, mas é transitável e tem um clima mais familiar, ao contrário daquela coisa de azaração, bagunça e afins das demais tendas. O ambiente também é nostálgico, já que ali tudo imita o passado. Inclusive as canecas. Nós fomos  lá com amigos que nos visitaram, e encontramos com com nossos melhores amigos.

Voltamos lá ainda uma última vez, no último dia, com nossos melhores amigos. Também ficamos no Oide Wiesn, embora desta vez tenha sido mais difícil conseguir lugar. Também aproveitamos para ir a alguns brinquedos que ainda não tínhamos ido. Divertido, devo dizer.

Saldo final da Oktoberfest: tem festa para todos. De crianças a adultos, de solteiros a casados, para quem quer comer e para quem quer (infelizmente, devo dizer) apenas encher a cara. Você sempre vai encontrar a sua forma de se divertir por lá.

Mas vale fazer dois lembretes, já citados anteriormente:

  1. São cerca de seis milhões de visitantes por ano. Portanto vale a pena se planejar para tirar o melhor proveito, evitar filas e, caso seja de seu interesse festejar em uma das tendas, conseguir lugar.
  2. A cerveja é servida em canecos de um litro, e é de uma safra especial com teor alcóolico mais forte do que o normal. Eu como destesto excessos e detesto mais ainda a ressaca que ela pode causar no dia seguinte, ressalto aqui a importância de se alimentar bem e beber bastante água, repor sais e glicose entre uma cerveja e outra. Também é fundamental respeitar o próprio limite. Assim a brincadeira rende de forma saudável.

Abaixo algumas fotos misturadas, dos cinco dias. Ou talvez de dois, ou de três. São do nosso arquivo pessoal, algumas nossas, outras de amigos. O Daniel, que nos visitou e estava conosco na quinta vez em que fomos lá, tirou algumas das muitas que postei abaixo em um dia de céu azul que fez as fotos parecerem pinturas!

Tenda Tradition, no Oide Wiesn:



Oide Wiesn:

Tenda Löwenbräu:

A festa fora das tendas:

Oide Wiesn de novo:

Panorama da roda gigante (eu disse que fica cheio)
Os grandes telhados são as tendas:

Tenda Tradition, no Oide Wiesn:
Canecas de um litro de cerveja em uma das mãos, outras bebidas na outra

Breze, pra completar o duo Bier & Brot (cerveja e pão):

P.S. tem mais um relato da Oktoberfest do ano passado clicando aqui. Nele tem explicações sobre os trajes típicos do sul da Alemanha, e que todo bávaro que se preze tira do armário no mínimo uma vez por ano: na Oktoberfest.

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Oktoberfest (Dicionário: Zelt)

E lá se foi a Oktoberfest! Perceberam que nós sumimos? Pois é, teve a ver com isso. E também com uma rodada de visitantes, já que a casa virou pensão no período. Aliás, visitas que muito nos fizeram felizes, por sinal.

Mas, falando em Oktoberfest, resolvi postar aqui algumas dicas preciosas para quem quer participar de uma das maiores festas populares do mundo no ano que vem.

Começando por algumas informações a respeito do que se trata afinal a Oktoberfest. A festa começou na verdade como uma corrida de cavalos em homenagem ao casamento do Kaiser com a princesa Teresa. Isso mesmo, não tinha nada a ver com cerveja. E o local onde a festa é realizada tem o nome que tem – Teresienwiese – em homenagem à tal princesa.

Mas isso já faz pra lá de duzentos anos. Com o tempo as coisas mudaram e hoje a festa tem parque de diversões mil, barracas de comes e bebes, brinquedos para as crianças e, claro, as famigeradas Zelten.

Zelt significa tenda, ou barraca. Na Oktoberfest, Festzelt é uma tenda onde acontece a festa. Uma banda toca música alemã, come-se e bebe-se muito e pessoas sobem nos bancos para cantar, dançar e brindar.

As tendas mais badaladas são as das cervejarias mais badaladas. Aliás, as cervejarias produzem uma safra de cerveja especial para a Oktoberfest, com teor alcoólico mais alto. Portanto, ao se acabar com a sua Maß (o caneco de um litro, padrão da festa), intercale com água, muita água, e alimente-se bem se não quiser ser carregado para casa e acordar com uma ressaca mortal no dia seguinte.

Quando ir?

Em termos práticos, a Oktoberfest enche todos os dias. A diferença está entre dias transitáveis e dias intransitáveis. Mas há alguns horários onde as chances de conseguir uma mesa para sentar são sensivelmente maiores, caso você não tenha reserva:

  • Em geral, antes das 15:30h. A partir desse horário, a grande maioria das mesas estão reservadas, algumas delas há meses, e poucas ficam disponíveis para os que não reservaram.
  • Chegar cedo não funciona necessariamente. Há os festeiros que gostam de tomar café da manhá nas tendas – a tradicional salsicha branca com cerveja, por exemplo – e, portanto, tudo enche. Chegue em horários pouco óbvios. Evite o horário do café ou do almoço, por exemplo.
  • Vá durante a semana
  • Evite o primeiro e o segundo fins de semana. São os fins de semana com maior movimento de turistas, especialmente de italianos. O último fim de semana costuma receber menos gente.

Se você estiver na cidade em um sábado ou domingo do primeir ou segundo fins de semana, e quiser festa nas tendas, esqueça. Elas nem abrem as portas por causa da lotação. Vá para os brinquedos do parque, drible transeuntes pelas vias, compre amêndoas açucaradas para comer e coisas do gênero.

Oide Wiesn

É a melhor opção para quem quer um ambiente mais tranquilo (ou menos agitado). O Oide Wiesn é uma parte da Oktoberfest mais reservada, onde toda a ambientação é feita da forma como a festa era realizada há anos atrás. Uma coisa meio nostálgica e também mais familiar. Paga-se uma entrada (3 Euros) que vale a pena.

Reservas

As reservas para as tendas começam a ser feitas já no início do ano. O que não significa que não seja possível conseguir uma quando a data já está mais próxima da festa. Elas custam cerca de 30 Euros, dependento da tenda, e precisam ser feitas por escrito. Vale a pena checar o site da Oktoberfest (http://oktoberfest.de). Lá há informações a respeito e a lista das tendas. Eu este ano fui na Löwenbräu (com reserva da empresa), entrei na Hofbräu, mas são todas animadas. Na Tradition, que fica no Oide Wiesn, fui sem reserva. Difícil, mas viável. Era último dia de Oktoberfest.

Eu posto depois umas fotos e outras informações que achar relevantes nos próximos dias, pra tirar a teia de aranha aqui do blog.

 

Os Alpes II: como conhecer uma banda muniquense

Faltou contar um causo no último post, aquele ali que conta sobre os Alpes.

Estávamos lá admirando a vista do alto das montanhas, quando nos surpreendemos com uma banda gravando um videoclipe no mirante. A música era boa, os rapazes pareciam famosos. Mas eu não sabia de quem se tratava, nunca tinha visto mais gordos.

Lá no trabalho tem um mocinho afeito ao estilo dos rapazes. Ele conhece a banda, gosta muito e viu o tal videoclipe recentemente na rede. Como eu tinha comentado com ele sobre o meu testemunho nas montanhas na ocasião, ele juntou as peças e me passou o link do resultado. Por sinal, um ótimo resultado, e alcançado em prazo surpreendente, coisa de menos de dez dias entre gravação e lançamento nacional por aqui, que ocorreu no dia treze deste mês, se não me engano.

Para ir direto ao que interessa: a banda se chama Emil Bulls, os rapazes são de Munique, fazem um estilo metal com algum tempero pop e estão na estrada desde 1995. Um sucesso nacional por aqui!

E o video? É o carro-chefe do lançamento do novo álbum deles. Ah, e ficou demais! Terminei de assistir e fiquei morrendo de vontade de voltar lá pra fazer umas caminhadas!

Então, para conferir o som da banda, o super vídeo e essas paisagens lindas deste pedacinho da Baviera que considero um paraíso na Terra, apertem o “play”:

p.s. eu sei, eles cantam em Inglês, mas acreditem: são de Munique mesmo.

Dicionário: Balkonia

Balkonia, também conhecida como Balkonien, é um destino muito bonito e aconchegante para férias a baixo custo. A estadia não traz custos adicionais, e oferece conforto, intimidade, privacidade e um clima totalmente agradável para que o hóspede se sinta literalmente em casa.

Balkonia vem da palavra Balkon, que significa varanda. Mais perto de casa impossível, o que também diminui custos com passagens.

Balkonia foi o destino das nossas férias este ano. Sim, estamos passando as férias “em casa”. Assim, entre aspas, já que, claro, não passamos o tempo todo em casa. Em casa é basicamente o pernoite. Há muito a se conhecer desta cidade bonita chamada Munique, sem falar nos arredores. Foi uma decisão, a princípio, para conter custos diante de outras prioridades, mas que se tornou uma super agradável oportunidade de explorar o que temos por perto de nós.

Já fizemos trilha nos Alpes, e aproveitamos bastante os dias de sol às margens do Rio Isar. Aliás, com este rio por aqui, não sentiremos falta de praia! E eu, que por um momento quis os mares azuis da Grécia por alguns dos dias das nossas férias, já até abstraí! Águas cristalinhas, geladinhas e refrescantes, clima tranquilo, frequentadores educados, as praias do Isar são o que há de melhor no verão muniquense, acreditem!

Mas, como ainda estamos de férias, vamos poupar os detalhes e aproveitar o nosso tempo por aí. Em breve contamos mais sobre a cidade, as redondezas que explorarmos, mostramos umas fotos e deixamos as dicas.

Inté.

Dicionário: Klamotten

Klamotten são, a princípio, roupas. Pensava eu que Klamotten e Kleidung eram a mesma coisa. Pensava.

Dia desses fiz uma redação para o curso de alemão. O tema era descrever uma obra de arte. Escolhi O Beijo, de Gustav Klimt, minha pintura favorita.

Viram aí que o casal está vestido com trajes estilizados? Eu escrevi que eles estavam “mit Klamotten angezogen“.

A frase virou um dos temas da aula. “Klimt e O Beijo não combinam com Klamotten!”, exclamou a professora. Foi assim que entendi que Klamotten está em uma posição entre o trapo e a roupa. Adolescentes não compram nem roupas, nem trapos. Compram Klamotten. Pessoas finas e delicadas, românticas e belas representadas em obras de arte por Gustav Klimt trajam vestes, jamais vestem Klamotten! “Klamotten são jeans rasgados”, disse a professora.

Pessoas normais vestem “Kleidung“. Gente fina aparece em pinturas do Klimt “in Gewänder gekleidet” (será que acertei nessa preposição?), não em “Klamotten angezogen”. Adolescente besta também vai para a escola usando Gewänder (ou das Gewand, no singular) e passa o resto da vida sofrendo Bullying.

E, seguindo no tema “curso de alemão”, quase enlouqueci quando vi tudo que aprendi sobre verbos modais (Modalverben) virou do avesso. Sollen virou imperativo subentendido e müssen eu nem sei mais definir. Já o wollen eu nunca soube usar direito mesmo dentro desse contexto, sempre uso formas alternativas de composição frasal para fugir dele. Agora tive que encarar.

E, de quebra, ainda tem o tal do uso subjetivo de tais verbos. Nessa eu descobri que o Alemão tem quatro níveis de probabilidade, dentro dos quais ele encontra diferentes formas de expressão. A suposição, o 50% de certeza, aquela dúvida mais perto da certeza e a certeza absoluta. Chupa essa manga, vai!

Meu consolo foi conversar sobre o assunto com um colega do trabalho, alemão, e tentar – do verbo “frustrar-se” – tirar com ele algumas dúvidas. O mocinho fitou-me com olhar de “não sei do que você está falando” e fui eu tentar explicar a ele do que eu estava falando. Listei os seis verbos modais e só por este fato já fui considerada por ele uma expert em Alemão.

Se ele soubesse que eu escrevi que o Klimt vestiu seu casal mais famoso com Klamotten

Etiqueta alemã

  1. Um cavalheiro alemão entra em um restaurante na frente da dama, com o intuito de verificar o ambiente antes de convidáa-la para entrar. Segurando a porta, obviamente.
  2. Um cavalheiro alemão veste primeiro o casaco enquanto a dama espera confortavelmente sentada, para depois ajudá-la a vestir o seu casaco.
  3. Em uma mesa com copos servidos, só se toma o primeiro gole depois do anfitrião.
  4. “Fungar” e engolir o produto do seu resfriado é proibido. Usa-se lenço de papel. E, diferente da forma como muitos alemães o fazem, o assoar o nariz deve ser feito com discrição.
  5. Nunca, jamais telefone para qualquer pessoa sem se identificar logo ao atenderem do outro lado da linha. Isso vale tanto para a sua melhor amiga alemã, quanto para o atendente da central de informações da empresa de transportes. Ao ligar para um número que exija formalidade – como a empresa de transportes, por exemplo -, diga seu sobrenome. Entre amigos, diga o primeiro nome.
  6. A regra acima também se aplica ao atender o telefone na sua casa. Ao invés de dizer “alô”, é de bom tom dizer o seu sobrenome. Neste caso, porém, há uma certa tolerância caso você não o faça e recorra ao tradicional “alô”, já que você está em sua casa e parte-se do princípio de que o telefonante sabe para quem ligou.
  7. Pontualidade é fundamental, mas há uma regrinha de tolerância: quinze minutos de espera são perdoáveis, desde que haja um certo nível de intimidade entre as partes. O atraso deve também ser previamente comunicado via celular, de preferência.
  8. Não corte a batata cozida com a faca. Corte com o garfo. A explicação está no fato de que o molho é melhor absorvido por uma superfície porosa e irregular gerada pelo ato de “quebrar” a batata do que por uma superfície lisa, característica do corte à faca. Quem corta batata com a faca “não sabe das coisas”.
  9. Dois beijinhos são permitidos ao cumprimentar um conhecido, desde que haja um mínimo de intimidade entre as partes. Dois beijinhos para com pessoas mais idosas não costumam ser bem vistos. Jamais cumprimente um alemão desta forma no primeiro contato, mesmo que seja jovem. Para estes casos, aperto de mão.
  10. Entre um cavalheiro e uma dama, a iniciativa do cumprimento cabe à dama. Entre mais idosos e mais jovens, a iniciativa cabe aos mais velhos. Antecipar-se não é de bom tom.

Regras universais também válidas aqui

  • Ceder o assento aos idosos e às gestantes.
  • O trio: Por favor, obrigado, e com licença.
  • Não fale em Português perto de nativos que não entendem a sua língua.
  • Nem pense em expelir secreções resultantes dos efeitos de um resfriado por via oral em local público (vulgo: escarro).
  • Não corrija ninguém em público.

Aprendi boa parte dessas no curso de alemão, e acrescentei outras mais antigas.

Os leitores que conhecerem mais coisinhas de etiqueta alemã, deixem sua contribuição nos comentários. Danke.

Música, dança, literatura e ópera amanhã!

Acontece amanhã a UniCredit Festspiel Nacht 2011 aqui em Munique. O evento reune diversos artistas em palcos montados na rua. Há apresentações de teatro, ópera, música, dança e literatura. A entrada é franca e o evento começa às 20 horas.

Mais informações aqui. (apenas em Alemão)

 

Thor: múltiplas análises

Análise de designer

Os cenários são de encher os olhos. Os figurinos são perfeiros! A montagem em 3D das cenas, a direção de arte, é tudo realmente de encher os olhos! Destaque para a ponte (que eu queria uma igual entre Brasil e Alemanha) e para o castelo do reino de Thor.

Análise de mera expectadora

Eu não conheço os quadrinhos, via na verdade o desenho animado quando criança. e já gostava. Eu quase duvidei que Keneth Branagh (tolinha eu!) se sairia bem dirigindo uma saga Marvel, já que eu só conhecia o trabalho dele dirigindo obras de Shakespeare. Mas acho que quem dirige Shakespeare com competência deve dirigir qualquer coisa bem.

E lá estávamos eu e minha amiga ligadonas da história do Deus do Trovão que foi banido pelo próprio pai e lançado à Terra, onde aprendeu a ser menos prepotente, mais humilde e, de quebra, até se apaixonou pela minha xará.

Tem aventura, ação, super cenas de batalha, um pouco de comédia e romance. Um final quase 100% feliz, com uma brechinha para uma continuação. Esperamos que ela venha!

Análise de mulherzinha

Mas o Thor… Ah o Thor! E que olhos! E que gominhos!

Assistimos em 3D no Mathäser.

A Pinacoteca e a decoração da casa

Fui com os best friends à Pinakothek der Moderne. Arte moderna e Design, temas de grande interesse para quem há muito não visitava um museu. E altamente recomendável para interessados no assunto. Amigos levaram os filhos, e a pequena – a mesma de um ano e meio que veio aqui em casa no sábado – era só alegria. Queria tocar tudo, pegar tudo, corria e ria e mama levava bronca dos guardinhas. Em algum momento ela teve que ir para o carrinho. A contragosto, claro.

Fiz interpretação de quadros com o filho mais velho, tirei muitas fotos (todas na câmera da Ju, sorry) e me senti… bem… pessoa de idade avançada, apesar de não o ser. Imagine vocês que lá estavam alguns ícones que eu mesma, em tenra idade não muito distante no passado, usei. Peças como uma máquina de escrever Olivetti, com a qual fazia meus trabalhos de escola, e que agora é peça de museu. Literalmente. Não vou nem mostrar uma foto dela aqui.

A exposição de Design de móveis e produtos foi a mais interessante. O primeiro Mac? Está lá. O segundo e o terceiro e mais uns outros também. As impressoras matriciais? Também. Celulares-tijolo? Também. E aquilo que muitos chamavam de “mini” faria  qualquer adolescente portador de um smartphone dar uma risada.

Também tive momentos nostálgicos na parte de Design de Móveis. Objetos que conheci quando estava na faculdade, ícones do Design da Bauhaus, coisas que até já tinha visto em outros museus, pude hoje rever. E nada mais nostálgico do que a Arne Jacobsen:

Essa nós tínhamos em algumas salas da faculdade onde estudei.

Com essa influência toda associada à minha fase de recém-casada-decorando-a-casa, saí de lá com alguns, digamos, objetos de desejo em mente. Para o futuro, claro, devidamente visualizados na nossa sala. Ambos também do Design Escandinavo de Arne Jacobsen.

O primeiro é um modesto conjunto de cadeiras da Serie 7 como a do modelo acima em versão forrada com couro:

Gosto da vermelha.

O segundo… bem, o segundo é “apenas” a Egg Chair, também preferida do meu amigo, que por sinal pediu uma de aniversário caso não possamos presenteá-lo com um Audi Cabrio. A nossa pode ser vemelha-grená, combina mais com nossa sala do que a da imagem abaixo.

Antes que alguém questione a “grife” das peças em questão, vale lembrar que são sim confortáveis. E muito. As da Serie 7 foram variações da chamada “Formiga”, criadas para produção em série de baixo custo. Teoricamente não deveriam ser caras, mas aí começa aquela discussão sobre valor agregado que pode ficar muito longa para um post.

E como meus objetos de consumo de hoje estão com valores de três dígitos no primeiro caso, e quatro dígitos no segundo, cheguei a refletir se valeria a pena recorrer à amiga alemã das classes menos abastadas e investir em duas que não são exatamente umas Jacobsen, mas…

… são até parecidas e simpáticas. Mas acho que vou ficar com Síndrome de Brastemp se fizer isso.

Voltando ao planeta Terra, ficamos com nossos móveis lindos e aconchegantes de segunda mão até segunda ordem.

Fotos da visita ao museu em outro post em um futuro próximo.