Idioma

Costumo dizer que considero a Língua Portuguesa de extrema beleza, em sua estrutura mais clássica. Falo particularmente daquela que ainda se fala em terras lusitanas, com uso dos pronomes em segunda pessoa e verbos conjugados da forma correspondente. Acho que o Português mais belo seria uma combinação entre o Português lusitano em sua estrutura gramatical e a pronúncia leve e melódica do Português que falamos no Brasil.

É claro que a linguagem tem várias faces, e fala-se de formas diferentes em situações diferentes. Eu obviamente não falo em um bar com amigos, tomando uma cerveja e conversando sobre amenidades da mesma forma que falo em uma aprensentação de projeto, ou reunião importante de trabalho. Mas muito me agrada a ideia de conhecer bem um idioma e todos os seus pormenores, histórias, representações culturais e coisinhas que se expressam em suas entrelinhas. Não é à toa que, ao fazer um curso de idiomas, aprende-se ainda sobre a cultura do país – ou dos países, se for mais de um – onde se fala aquele idioma.

Por que estou falando tudo isso?

Por causa do famigerado tema Integração de Imigrantes. Desde que cheguei, é comum encontrar estrangeiros que já vivem há anos e anos por aqui sem falar alemão. É algo que não entendo. Eu, ao chegar, sentia agonia por não entender nem me fazer entender nas situações mais banais e cotidianas. Queria aprender rápido. E, vivendo aqui, queria aprender bem. Queria dominar o idioma, me comunicar em todas as situações, desde as mais informais e banais às mais formais, como apresentações de projeto ou reuniões com clientes no trabalho, por exemplo.

Isso sem falar no fato de que eu não posso – e nem quero – inserir o Brasil na Alemanha. Sou eu a “estranha no ninho”, logo sou eu que preciso me adaptar à vida por aqui.

Hoje, depois de mais de quatro anos vivendo aqui, o que muitos consideram algo que beira o talento extraordinário ou qualquer coisa parecida, eu considero não mais do que minha obrigação, um processo mais do que natural: falo Alemão muito bem. Mas, verdade seja dita, ainda não é um Alemão perfeito.

Por conta disso, tenho passado meus momentos de insegurança no trabalho. Quando escrevo um e-mail para algum cliente (temos alguns grandes), parceiro de projeto (temos um grande no momento) ou qualquer comunicado mais, digamos, “oficial” que meu chefe coloca diante de mim, levo o triplo do tempo que levaria para escrever a mesma mensagem em Português. Ou mais. Confiro muitas vezes, não raramente peço uma leitura de um alemão para checar tudo. É uma situação relativamente nova, visto que, no emprego antigo, eu raramente estava “na linha de frente”.

Diante das cada vez mais frequentes situações em que meu chefe me coloca em contato direto com “gente importante”, por assim dizer, aproveitei a deixa para me informar sobre cursos de alemão onde eu pudesse me aperfeiçoar na escrita e na expressão formal. Recebi uma recomendação de duas amigas, guardei a informação. No momento oportuno, comentei com meu chefe e perguntei se a empresa me apoiaria.

A resposta foi “sim, faça a inscrição”. Começo o curso de “Excelência em Alemão” no dia seis de julho!

Para quem procura curso de Alemão em Munique, eu vou fazer na Deutschkurse bei der Uni (http://www.dkfa.de/), da LMU – Ludwig Maximilian Universität. Há ainda um outro curso muito interessante por lá, voltado para quem quer desenvolver-se em situações concretas de trabalho (reuniões, correspondências, E-Mails, etiqueta de trabalho e etc.). O padrão de exigência e o método é o mesmo do Instituto Goethe, porém com preços bem mais amigáveis. E, para quem quiser fazer o curso regular, faça a inscrição com antecedência. A procura é grande.

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7 pensamentos sobre “Idioma

  1. Eu to só no inicio do caminho em aprender holandes aqui. Como estou também na fase de procurar meu primeiro emprego em terras holandesas, quando vejo alguma vaga que exige holandes, marido fala que é pra aplicar, muitas vezes pode se trabalhar em ingles, mas sei lá, sinto que vou ficar perdida no ambiente… mas acredito que é mais do que obrigação do extrangeiro aprender o idioma de onde se escolheu morar.

    beijos

  2. Parabéns pela iniciativa! Quem fica parado é poste! Se a gente quer ter futuro profissional e mesmo nos sentirmos pessoas completas, aprender alemão é o mínimo. Eu falo mais ou menos, e escrevo muito mal. Estou me esforçando para aprender mais. Pena que as escolas são todas na PQP (ou melhor, eu moro na PQP), ou faria um curso mais avançado com certeza! Eve escreveu no blog dela que vc tem uma pronúncia ótima! =)

  3. Concordo plenamente, a integração passa pelo idioma! Parabéns pela fluencia e pelo curso de aperfeiçoamento.
    Em agosto começo meu curso aqui em Bamberg.
    Cheers!
    Márcia

  4. Oi Jane e Rafa, eu estou aqui no Brasil e estou planejando em ir pra Munique fazer curso de alemão na Dkfa também. Mas estou com difculdades para saber como proceder. Qualquer dica é bem vinda 😉

    • Oi Mary,
      o curso é realmente muito bem recomendado! Mas dicas é difícil sem saber qual curso exatamente você pretende fazer. Tem curso padrão em todos os níveis e cursos específicos também.
      Dá uma olhada cuidadosa no site deles, eles tem tudo bem explicadinho: http://www.dkfa.de/english
      Se você tiver dúvidas, pergunte que a gente responde.

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