Despedida de Londres: dica final

Magnólias que amo!

Já voltei de lá tem alguns dias. A conferência foi super produtiva, estou com milhares de ideias em mente para implementar no trabalho. Os últimos dias foram de sol, conheci algumas pessoas e aproveitei o clima gostoso para umas caminhadas nas pausas, ou depois dos seminários ou simplesmente para pegar um sol no parque.

Minha última noite em Londres foi nostálgica. Fui até a Trafalgar Square e fui caminhando até o Parlamento. Tirei várias fotos – de novo! – e depois caminhei até a London Eye (e no caminho comi um waffle). Enquanto caminhava, lembrava das duas primeiras vezes em que estive na cidade, fazendo exatamente – ou quase – esse percurso.

Na primeira vez eu estava com meu irmão. Fazia ele um curso na Inglaterra, perto de Nottingham, e nos encontramos em Londres. Caminhamos muito – eu disse muito – o dia todo, o fim de semana todo, vimos muita coisa! E, enquanto caminhávamos, conversávamos sobre a vida, sobre o que tinha acontecido nos últimos tempos, com a calma e a tranquilidade de quem esquece que existe relógio. Acho que foi a primeira vez em muito tempo que ele não reclamou de mim andando rápido demais. É, ele sempre reclamava de eu parecer ter sempre pressa.

Nesse fim de semana ele me contou que pediria a amada em casamento. Fui a primeira a saber. “Não vou ter outra chance de contar isso pessoalmente pra você antes do noivado!” – disse ele.

Eu caminhava e lembrava disso. Entrei de novo na lojinha onde ele comprou um bonezinho pra mim, meu favorito até hoje. Deu uma saudade sem tamanho, especialmente pelo fato dessas conversas serem raras, dadas a distância geográfica entre nós dois atualmente.

A segunda vez em Londres foi por um dia, com o Rafa, na nossa lua-de-mel antecipada. Escapamos de Paris para lá de trem para assistir o Fantasma da Ópera. Também fizemos esse mesmo caminho, só que em sentido meio contrário. E fomos parar nos jardins do Palácio de Buckingham. Tiramos fotos de esquilos, e deitamos na grama pra fazer hora até o momento do espetáculo. E foi tão gostoso parar ali, no solzinho!

Eu lembrei de outras coisas, entre elas do amigo que nos recebeu na primeira vez que estive lá. Ele mostrou tanta coisa da cidade! Foi tão bacana! Lamentei termos perdido o contato.

Voltei com uma conclusão: as cidades que mais me encantam são aquelas onde estabeleço alguma conexão pessoal, onde crio minhas próprias histórias. Sendo histórias bonitas, tenho vontade de voltar. Os pontos turísticos tornam-se meros cenários.

Londres para mim não é a cidade do Parlamento – um dos prédios mais lindos que conheço, por sinal. Londres é a cidade onde meu irmão me contou que se casaria, onde eu e Rafa namoramos nos jardins de Buckingham e tivemos um dos momentos mais gostosos da nossa lua-de-mel antecipada, tão marcante e importante para nós. É a cidade que marca o primeiro grande investimento feito por uma empresa no meu aprimoramento profissional também, coisa que eu não tinha ainda vivido antes, nessa escala.

Sendo assim, eu não tenho muitas dicas “de turismo” da cidade para dar. Mas essas são fáceis de encontrar em qualquer guia ou blog por aí que conhece Londres bem melhor do que eu. A Jackie mesmo tem dicas bem bacanas, especialmente para fãs dos Beatles!

A minha dica é uma só: faça de Londres ou de qualquer cidade que você visite um cenário para histórias bonitas que você vai guardar para a vida toda, e que serão suas e de mais ninguém. Você não precisa nem fazer a maratona de japonês* se viajar assim.

Portobelo Road


Trafalgar Square e National Gallery:
o meu caminho nostálgico começou aqui...

...e terminou aqui: London Eye e vista do Parlamento.

*maratona de japonês: ver 23560726 lugares por dia, de preferência em excursão e de dentro de um ônibus, e tirar fotos deles em 235071 ângulos diferentes sem se dar conta de que sua câmera pode ter visto tudo, mas você não viu nada, não sentiu o cheiro de nada, não ouviu o som de nada e não sentiu o gosto de nada.

Fotos: arquivo pessoal

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5 pensamentos sobre “Despedida de Londres: dica final

  1. Disse tudo e mais um pouco com essa frase aqui: “A minha dica é uma só: faça de Londres ou de qualquer cidade que você visite um cenário para histórias bonitas que você vai guardar para a vida toda, e que serão suas e de mais ninguém.” (nao só a que visitamos, mas a que moramos tb)
    suas historias bonitas em Munique irao chegar tb! 😉
    Bjs!

  2. Ai, eu AMO Londres! Adorei o post, que matou um pouquinho as saudades dessa cidade maravilhosa, e simultaneamente me deixou com mais vontade ainda para voltar o mais rápido possível!
    Beijinhos e bom final de semana!

  3. Como não viver histórias em Londres? Sou louca por essa cidade! Parece que fiquei anos lá, mas foram pouquíssimos dias. Esses dias tenho revivido alguns momentos porque estou fazendo uma trabalho pro mestrado que envolve as batalhas navais britânicas e me lembro de Trafalgar Square, de ter explicado ali pro então noivo quem era o Nelson. Ai que saudade.
    Esse ano estava td certo pra ir novamente (ia pra Holanda, acho que te falei, pq ia aproveitar e ir a Hamburgo), mas tudo furou…. estou ansiosa pra sdaber qd voltarei.
    bjs,

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