A Pinacoteca e a decoração da casa

Fui com os best friends à Pinakothek der Moderne. Arte moderna e Design, temas de grande interesse para quem há muito não visitava um museu. E altamente recomendável para interessados no assunto. Amigos levaram os filhos, e a pequena – a mesma de um ano e meio que veio aqui em casa no sábado – era só alegria. Queria tocar tudo, pegar tudo, corria e ria e mama levava bronca dos guardinhas. Em algum momento ela teve que ir para o carrinho. A contragosto, claro.

Fiz interpretação de quadros com o filho mais velho, tirei muitas fotos (todas na câmera da Ju, sorry) e me senti… bem… pessoa de idade avançada, apesar de não o ser. Imagine vocês que lá estavam alguns ícones que eu mesma, em tenra idade não muito distante no passado, usei. Peças como uma máquina de escrever Olivetti, com a qual fazia meus trabalhos de escola, e que agora é peça de museu. Literalmente. Não vou nem mostrar uma foto dela aqui.

A exposição de Design de móveis e produtos foi a mais interessante. O primeiro Mac? Está lá. O segundo e o terceiro e mais uns outros também. As impressoras matriciais? Também. Celulares-tijolo? Também. E aquilo que muitos chamavam de “mini” faria  qualquer adolescente portador de um smartphone dar uma risada.

Também tive momentos nostálgicos na parte de Design de Móveis. Objetos que conheci quando estava na faculdade, ícones do Design da Bauhaus, coisas que até já tinha visto em outros museus, pude hoje rever. E nada mais nostálgico do que a Arne Jacobsen:

Essa nós tínhamos em algumas salas da faculdade onde estudei.

Com essa influência toda associada à minha fase de recém-casada-decorando-a-casa, saí de lá com alguns, digamos, objetos de desejo em mente. Para o futuro, claro, devidamente visualizados na nossa sala. Ambos também do Design Escandinavo de Arne Jacobsen.

O primeiro é um modesto conjunto de cadeiras da Serie 7 como a do modelo acima em versão forrada com couro:

Gosto da vermelha.

O segundo… bem, o segundo é “apenas” a Egg Chair, também preferida do meu amigo, que por sinal pediu uma de aniversário caso não possamos presenteá-lo com um Audi Cabrio. A nossa pode ser vemelha-grená, combina mais com nossa sala do que a da imagem abaixo.

Antes que alguém questione a “grife” das peças em questão, vale lembrar que são sim confortáveis. E muito. As da Serie 7 foram variações da chamada “Formiga”, criadas para produção em série de baixo custo. Teoricamente não deveriam ser caras, mas aí começa aquela discussão sobre valor agregado que pode ficar muito longa para um post.

E como meus objetos de consumo de hoje estão com valores de três dígitos no primeiro caso, e quatro dígitos no segundo, cheguei a refletir se valeria a pena recorrer à amiga alemã das classes menos abastadas e investir em duas que não são exatamente umas Jacobsen, mas…

… são até parecidas e simpáticas. Mas acho que vou ficar com Síndrome de Brastemp se fizer isso.

Voltando ao planeta Terra, ficamos com nossos móveis lindos e aconchegantes de segunda mão até segunda ordem.

Fotos da visita ao museu em outro post em um futuro próximo.

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